28/04/2023 às 15h15min - Atualizada em 28/04/2023 às 15h15min

Corpo de motorista de aplicativo é achado enterrado em praça pública

Jean foi asfixiado por comerciante, que confessou crime

Redação
Foto: Reprodução/EPTV
O motorista de transporte por aplicativo Jean Carlos Santos Novais, que teve o corpo enterrado em uma praça na Rua Buarque de Macedo, no bairro Vila Nova, em Campinas (SP), morreu por asfixia. Um comerciante de 54 anos, proprietário de um comércio em frente ao local, confessou o assassinato.
 
O motorista de 26 anos estava desaparecido desde o dia 18 de abril e a família espalhou avisos em redes sociais. A vítima foi encontrada na quinta-feira (27), após investigação da polícia, que, em diligências, achou o corpo enterrado na praça. Apesar do estado de decomposição, ele era compatível com o do motorista. O Instituto de Identificação Civil das Pessoas do Estado de São Paulo confirmou a identidade.

A investigação ainda aguarda a conclusão dos laudos da perícia e a identificação do corpo por parte da família. De acordo com Pegolo, a autoria está resolvida, já que o comerciante, proprietário do "Rei do Queijo", um empório de venda de queijos e embutidos, confessou o crime. No entanto, as apurações seguem em curso para entender qual foi a motivação.

O homem afirmou que matou o motorista na manhã do dia 18. Primeiro, o corpo ficou escondido dentro do apartamento que fica na parte de cima do comércio. Durante a noite, o suspeito enterrou a vítima na praça, após cavar uma cova com a ajuda de um funcionário, que pensou estar abrindo uma vala para um cachorro.

A polícia chegou até o suspeito através do rastreador do celular do homem assassinado . De acordo com o autor, ele estava sendo extorquido pela vítima. Os dois já haviam trabalhado juntos.

"A investigação vai apurar no âmbito do inquérito se de fato haviam essas ameaças e extorsões da vítima para o autor", afirmou Rui Pegolo.

Segundo a Polícia Civil, o comerciante usou produtos químicos na hora de enterrar o corpo para disfarçar o cheiro forte. Imagens de circuito de segurança de imóveis no bairro mostram o carro da vítima sendo abandonado. O comerciante já havia sido ouvido em duas oportunidades, mas ele negou a participação no crime e só confessou na terceira vez, depois de ter as justificativas confrontadas.

O homem não ficou preso, mas foi indiciado por homicídio qualificado e omissão de cadáver. A polícia vai apurar ainda as circunstâncias do assassinato e aguardar todos os laudos periciais para definir, ao final das investigações, se vai pedir a prisão temporária do comerciante. Segundo o delegado, ele está "colaborando com as investigações".

Fonte: G1
Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://maiscampos.com.br/.